Mais um dia. Mais uma semana

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Precisei sair de casa para comprar alguns itens alimentícios que haviam acabado e fui a pé.

Aonde moro tem um comércio de bairro forte logo dispensamos – aqui em casa – o deslocamento de carro. Só é feito quando necessário.

Não tinha fermento biológico em local algum o que me fez andar um pouco mais até outro estabelecimento que me permitiu ver o cenário externo.

Tenho o privilégio de fazer quarentena/home office e “nunca saio”.

O impacto que sempre tenho é: sou o único que usa máscara, luva, uma calça, tênis e camisa para ter o mínimo de contato com pessoas e coisas.

Vejo a galera de short, bermuda e sem camisa, top, se abraçando, se beijando (dois beijinhos no rosto) e bares lotados.

Analiso que o gênero que mais descumpre o isolamento social é o masculino.

De 10 indivíduos nas ruas, 8 são homens e 2 são mulheres. Não sei motivo.

Mas, não é na rua à toa. É na rua usufruindo de algum tipo de entretenimento, e no geral: bares/botecos.

O auge do meu “rolê” foi o diálogo entre um trio de senhores em que um afirmava, com muita veemência, que esso vírus (Covid-19) não se firmará no Brasil, pois somos um país tropical.

Eu, simplesmente, não consegui me conter e parei.

Fite-os.

Não compreenderem.

Naturalmente não compreenderiam. Minha máscara cobre quase 2/3 da minha face e a minha expressão de indignação, transmitida pelos meus olhos, não foram suficientes sem o todo conjunto facial.

Como ignorar o que tem sido veiculado mundialmente?

Não acredita na Globo? Temos o Jornal do Brasil, O Dia, The Mirror, El País, BBC Brasil, The New York Times, Correio Braziliense, Le Monde, Brazil Journal etc.

Não precisa se fixar apenas numa corrente informativa mas se informe!

Vejo as pessoas determinando para si e suas vidas uma cortina de fumaça achando que tudo vai melhorar logo.

Utopia.

Teremos anos duros pela frente e a Humanidade nunca viu nada igual.

Eu sempre tendo a me valer da História para buscar alguma referência para o futuro, mas dessa vez não encontro.

Em pouco mais de 5.000 anos de existência, a Terra e nem a raça humana vivenciou o que estamos vivenciando agora.

A inferência histórica não nos salvará neste embrionário momento.

Novas relações serão criadas, novos hábitos, tudo é novo para todo mundo.

Eu só consigo avistar algo a pequeno e longo prazo: o uso da parcimônia para lidar com tudo e todos.

Além disso o uso irrestrito da capacidade cognitiva somada as atividades reflexivas.

As pessoas ainda seguem vivendo sem refletir e isso, ah, isso sim nos guiará para o caos e aprofundamento nessa pandemia.

Pensem! É de graça, salva vidas – a sua e a de quem você ama.

Seguimos fortes em mais uma semana.

Tudo, em algum momento, ficará bem.

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