Ex-policial é consolada pelo irmão da vítima baleada acidentalmente

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Atitude genuína tomada pelo irmão mais novo da vítima emociona a todos no tribunal

Condenada a dez anos de prisão por matar acidentalmente seu vizinho Botham Jean, a ex-policial de Dallas, Amber Guyger, recebe em seu julgamento um abraço do irmão mais novo da vítima. O tiro foi disparado quando Amber se confundiu ao entrar no apartamento de seu vizinho.

No mês de setembro, 2018, ao entrar no apartamento de seu vizinho por engano – pensou que fosse seu apartamento -, Amber dispara e o mata, confundindo-o com um invasor. Botham tinha apenas 26 anos.

Após Guyger ser sentenciada a dez anos prisão, e antes de ser levada a corte, o irmão mais novo da vítima, Brandt Jean, a abraça e diz “Eu te amo como pessoa. Não desejo nada de ruim para você”. Ao ser abraçada, Amber se emociona – antes de abraça-la, Brandt pede permissão a juíza, Tammy Kemp, que concente. Em seguida, a juíza a abraça também.

Nos Estados Unidos, o caso gerou grande repercussão devido as suas circunstâncias em que ocorreu. Crimes envolvendo policiais brancos que matam pessoas negras e desarmadas, tem se tornado algo comum, nomeando o caso como: apenas mais um.  

Sentença justa?

Amber Guyger recebeceu uma pena de dez anos de prisão, indo contra ao que foi solicitado pela promotora distrital assistente do caso, Mischeka Nicholson, uma sentença de 28 anos – um pouco antes da leitura da sentença, Nicholson segurou uma foto de Botham diante do júri para que todos no tribunal pudessem ver. 

Composto majoritariamente por mulheres e pessoas negras, o júri poderia ter sentenciado desde dois anos de prisão a uma prisão perpétua, afirma a Associated Press.

Familiares e amigos da vítima, ao ser dado o veredito, vaiaram a decisão. Do lado de fora do tribunal, pessoas reagiram com raiva e declararam ser injustiça o ocorrido. Outros gritaram “Sem justiça! Sem paz!” ao ver a mãe e o irmão de Jean saindo do tribunal.

Após cumprir cinco anos de prisão, Amber terá a possibilidade de pedir liberdade condicional.

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