Moradores recorrem à Justiça contra condições da Prefeitura do Rio para desapropriações

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Baixas indenizações e locais distantes sugeridos para a mudança são alvo de protesto de moradores de 10 casas da região. Prefeitura afirma que obra será entregue em dezembro.

A demolição de dez casas pela prefeitura para finalizar o corredor BRT Transbrasil foi parar na Justiça. Moradores da região, que fica às margens na Av. Brasil, não aceitaram a proposta da prefeitura e, embora a obra esteja prevista para ser entregue em dezembro, até agora não há acordo.

Por conta disso, a obra chegou a ficar parada por dois meses. Já são dois anos de atraso na entrega da obra.

Quem mora ali reclama das condições oferecidas, com baixas indenizações e locais muito afastados, como Sepetiba.

“A primeira vez foi para que nós visitássemos um empreendimento lá em Sepetiba, a gente não aceitou. ofereceram um empreendimento lá na Colônia Juliano Moreira, a gente também não aceitou. Aí foi proposta uma indenização. Ofereceram o valor de R$10 mil, de R$1.900, R$4.000.”, contou a moradora

Andrea afirmou que a última proposta foi remover as famílias para Furquim Mendes, perto de Vigário Geral, mas os moradores têm medo da violência no local.

“Quando a gente chegou lá, fomos assistidos por barricadas, pessoas perseguindo a gente para ver aonde a gente estava”, diz.

A Helena, que mora com a irmã e a mãe de 95 anos que tem Alzheimer, tem medo de perder a casa e não ter mais como cuidar da idosa.

“A clínica da família sempre vem aqui, em outro lugar eu não sei se iria ter esse privilégio para elas”, disse Helena.

Os moradores têm ido para a beira da Av. Brasil com cartazes para protestar. Ainda mais famílias seriam removidas, totalizando 28, mas, depois de uma audiência em agosto, o número de construções foi reduzido para dez casas.

A Defensoria Pública informou que está trabalhando para que os moradores recebam uma indenização justa ou que sejam transferidos para um local adequado.

A Secretaria Municipal de Insfraestrutura e Habitação disse que está conversando com os moradores, mas que já ofereceu todas as condições de moradia.

A Secretaria afirmou, ainda, que a questão não irá atrasar a entrega da obra, prevista para dezembro.

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