Motorista que dirigia veículo afirma que não havia troca de tiros na hora em que Ágatha foi baleada. Ele prestou depoimento por 2h30 na Delegacia de Homicídios nesta terça-feira (24).

Motorista da Kombi onde estava a menina Ágatha chega à Delegacia de Homicídios, na Barra da Tijuca. — Foto: GloboNews
Motorista da Kombi onde estava a menina Ágatha chega à Delegacia de Homicídios, na Barra da Tijuca. — Foto: GloboNews

O motorista da Kombi atingida por um tiro na sexta-feira (20), que terminou com a morte da menina Ágatha Felix, de 8 anos, afirmou, nesta terça (24), que não havia tiroteio na hora em que a criança foi baleada.

“Uma criancinha foi embora por causa da irresponsabilidade do polícia. Não teve tiroteio nenhum”. Ele deixou a Delegacia de Homicídios, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, após 2h30 de depoimento. No início da tarde, três PMs da UPP Nova Brasília, unidade do Alemão, chegaram na DH para presta depoimento.

A criança voltava para casa com a mãe quando foi baleada. “Ela não chorou, ela não sentiu dor. Quando levou o projétil, ela só gritava: ‘mãe, mãe, mãe’. Depois ela foi caindo. Minha filha não tinha mais força para segurar ela. Chamou o motorista para ajudar. De acordo com que ela foi caindo, minha filha viu as costas dela. Um projétil atingiu as costas dela. O anjo, Deus levou”, disse o avô, Aílton Félix.

A Polícia Militar justificou que não havia operação no dia da morte de Ágatha, apenas policiamento de rotina, e que policiais revidaram após serem atacados por criminosos na comunidade.

Nesta segunda (23), o governador Wilson Witzel se reuniu secretários para defender a política de segurança pública adotada no Estado do Rio e lamentou a morte da menina, mas reforçou que a polícia não vai recuar.

“Não é porque nós temos um fato terrível como esse que nós vamos parar o estado. A sensação de segurança e o resultado da segurança é nítido nas ruas. Polícia se faz com viaturas, polícia nas ruas, estratégia de combate à mancha criminal, que é da polícia ostensiva”, disse Witzel.

Peritos analisaram, com base nos buracos da bala no estofado do banco da kombi, de que direção veio o tiro. Uma cânula foi usada para simular o trajeto do projétil. Não foi encontrada marca de tiro no porta-malas.

“A informação que eu tenho é [o porta-malas] que estava aberto”, informou José Carlos Soares, na manhã desta segunda, que se identificou como dono da Kombi.

Ágatha Félix, morta por bala perdida no Alemão — Foto: Reprodução
Ágatha Félix, morta por bala perdida no Alemão — Foto: Reprodução

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