Governador do RJ diz que pediu ao Ministério Público a devolução aos cofres públicos do dinheiro recuperado na operação.

Governador Wilson Witzel diz que recursos da Lava Jato podem ajudar a concluir obras do metrô — Foto: Cristina Boeckel / G1
Governador Wilson Witzel diz que recursos da Lava Jato podem ajudar a concluir obras do metrô — Foto: Cristina Boeckel

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, afirmou, na manhã desta sexta-feira (6), que a obra da estação da Gávea da Linha 4 do metrô é o “buraco da vergonha”, e disse que aguarda uma decisão da Justiça Federal para saber se os recursos recuperados pela Lava Jato poderiam ser encaminhados para os cofres públicos e usados em obras na estação Gávea do Metrô.

“Eu estou pedindo que o Ministério Público Federal se entenda e diga para onde vai o dinheiro. Enquanto o Ministério Público Federal não colocar um colchonete dentro da vara e só sair de lá quando estiver resolvido o problema, fica só na minha responsabilidade”, alegou Witzel, explicando que pediu dinheiro recuperado na operação.

Ele anunciou uma reunião com o presidente da associação de moradores da Gávea e disse que está de “mãos amarradas”, pois foi proibido pela Justiça de colocar dinheiro nas obras.

“Eu não posso deixar que aquele buraco da vergonha venha, amanhã ou depois, destruir um prédio que esteja ao lado. Vão dizer que a culpa é minha, que eu não agi”, afirmou o governador.

Witzel disse ainda que está tentando resolver a questão desde que assumiu o cargo.

“Estou desde janeiro tentando resolver. Eu fiz reunião com o Ministério Público, tentei fazer conciliação, tentei pedir dinheiro para a empresa. Aí chega o Tribunal de Contas do Estado e diz que o Estado não pode mais botar dinheiro, a Justiça diz que o Estado não pode botar mais dinheiro e o Ministério Público diz que aparentemente não vê risco. Então, se não há risco, que fique claro que eu estou de mãos amarradas e se alguém cair naquele buraco a responsabilidade não é minha, é de quem está causando esse imbróglio”, ressaltou Witzel.

Nesta quinta (5), o governador anunciou a decisão de “tapar o buraco” da obra e devido a falta de recurso para concluir a estação. Segundo a Secretaria de Estado de Transportes, a operação de aterramento deve custar de R$ 20 milhões a R$ 40 milhões aos cofres públicos e reafirmou que o valor para concluir a obra poderia chegar a R$ 1 bilhão.

Nesta manhã, o governador ressaltou que não pode esperar um acidente na região para tomar alguma atitude.

“Daqui a pouco cai um prédio daqueles, tem um problema mais grave e vai ser o governador que nada fez. Ou o Ministério Publico resolve o problema e arruma o dinheiro ou a União arruma o dinheiro, ou a Justiça diga se eu posso ter condições de ter empréstimos. Mas eu estou de mãos amarradas. Na medida em que eu não posso fazer nada, única coisa que me resta é que eu tenho dinheiro para fazer é fechar o buraco. Aí eu tenho a tranquilidade de que ninguém vai cair mais lá dentro”, ressaltou.

Laranjeiras Presente

O governador inaugurou o programa Laranjeiras Presente, que passará a funcionar de 8h às 20h nas principais ruas do bairro, incluindo o Largo do Machado.

O patrulhamento será feito por 69 agentes fixos, entre PMs e agentes civis vindos das Forças Armadas. Duas assistentes sociais atenderão na base da operação.

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