Levantamento mostra que Prefeitura do Rio usa dinheiro da folha de pagamento da Comlurb para quitar fornecedores

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São mais de R$ 66 milhões previstos para o pagamento de salários e despesas obrigatórias mas que foram gastos em outros pagamentos. Manobra chamou a atenção dos vereadores.

O dinheiro destinado à folha de pagamento dos funcionários da Comlurb, a empresa de limpeza urbana do Rio de Janeiro, está sendo usada pela prefeitura para pagar fornecedores. São mais de R$ 66 milhões previstos para o pagamento de salários e despesas obrigatórias mas que foram gastos em outros pagamentos.

No dia 12 de agosto, foi publicado no Diário Oficial que R$ 26.056.831,48 saíram do caixa reservado para o gasto com pessoal e foram para o pagamento de remoção e transporte de resíduos sólidos e urbanos.

No dia 31 de julho, também foi publicado no D.O. do município que R$ 1.688.149,33 também saíram desta reserva. No dia 28 de junho, outros R$ 20.264.475,33 foram usados para a manutenção de um aterro sanitário.

A manobra chamou a atenção dos vereadores. “Isso indica o pagamento de notas. Está pagando faturas que são iguais, permanentes e contínuas que precisam ser pagos. Então os valores vão se repetir. Na verdade, dinheiro de pagamento de pessoal é dinheiro sagrado. A comissão de orçamento está se debruçando sobre todos estes números para que possamos entender o que está acontecendo com a prefeitura”, afirmou a vereadora Rosa Fernandes.

Os salários dos 22 mil servidores da Comlurb estão em dia. A ação do prefeito não é ilegal, mas pode indicar problemas futuros.

“Este tipo de reorganização orçamentária não é ilegal, o prefeito tem algum grau de flexibilidade para reorganizar os recursos do orçamento. Não é usual você ter recursos sendo retirados de folha, de pagamento de pessoas, para o pagamento de fornecedores. Ainda mais nessa magnitude. Estamos falando de R$ 20 milhões a cada mês saindo da Comlurb para o pagamento de fornecedores.

Em algum momento, talvez os rearranjos não sejam possíveis e algumas despesas podem começar a atrasar”, destacou o economista Daniel Sousa.

A Prefeitura do Rio informou que os remanejamentos fazem parte de um plano de medidas para ajustar o orçamento da Comlurb.

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