Sem leitos, transferência de bebês e crianças na rede pública do Rio demora meses

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Família de menina que está internada no hospital Pedro II conseguiu 2 decisões judiciais que obrigam o município a transferência da criança para unidade especializada, mas Prefeitura não cumpriu as decisões.

A falta de leitos e tratamento para bebês e crianças na rede pública de saúde do Rio faz a espera por uma vaga levar meses.

Esse é o caso de uma família que, há dois meses, passa dia e noite no Hospital Pedro II, na Zona Oeste do Rio, desde que a pequena Maria Luiza foi internada em estado grave.

A família da criança conseguiu duas decisões judiciais que obrigam o município a transferir a paciente para uma unidade especializada, mas a Prefeitura não cumpriu as decisões.

A menina, segundo a família, era um bebê saudável até pegar uma pneumonia. Agora, ela está entubada no CTI Pediátrico.

“É uma criança alegre que sempre estava sorrindo e agora eu vejo naquela situação, naquela cama, o tempo todo sedado é horrível”, disse Gislaine, mãe de Maria Luiza

A criança não consegue mais respirar sem os aparelhos porque a garganta está obstruída e precisa de uma a traqueostomia.

“Agora, a situação é que tem que tirar esse tubo o mais rápido possível porque já está começando a prejudicar ela”, lamentou o pai da menina, Márcio Carvalho de Araújo.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde disse que a cirurgia de Maria Luiza será marcada para a semana que vem no Hospital Municipal Jesus.

No próximo dia 16, Maria Luiza completa um ano e, como toda família, os pais sonham em comemorar a vida da criança. Mas, depois de tanta demora, foram obrigados a cancelar a festa.

“A gente só fica recebendo a mesma resposta, a gente se sente impotente. Um descaso com a população, um descaso com a gente, um descaso com a vida que você deseja para a sua filha de aniversário? Eu desejo a vida dela. É tudo para mim, é minha garotinha”, desabafou o pai.

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