Eclipse solar será visível de forma parcial no Brasil; saiba como será

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Visualização do fenômeno será total apenas em uma faixa de terra entre o Chile e Argentina. Conheça outros fatos que já marcaram a observação do céu pelos brasileiros.

Nesta terça-feira (2), o Chile e a Argentina terão a oportunidade de assistir a um eclipse solar total. No Brasil, teremos a mesma chance apenas em 2045. Desta vez, vamos poder ver a versão parcial do que acontecerá nos países vizinhos, quando apenas parte do Sol é “escondida” pela Lua.

Ainda assim, nem todos os estados do Brasil conseguirão assistir. Além disso, o tempo precisa colaborar, sem muitas nuvens. Veja as capitais e estados onde o fenômeno acontecerá na forma parcial:

Eclipse solar será visto de forma parcial no Brasil — Foto: Wagner Magalhães/G1
Eclipse solar será visto de forma parcial no Brasil — Foto: Wagner Magalhães/G1

Trajetória e duração

A visualização do eclipse começará sobre o oceano às 13h55 (horário de Brasília) e às 18h50 o último ponto na superfície terrestre verá o fim do eclipse. Justamente por isso, os horários variam conforme a localização da cidade. No Brasil, o evento vai ocorrer já no fim da tarde e será visto em 14 das 27 capitais brasileiras.

Animação produzida pela Nasa mostra o rastro de sombra que o eclipse solar vai deixar no Planeta Terra — Foto: Divulgação/Nasa

Veja abaixo o horário local de início, pico e fim de cada uma delas, além da duração do fenômeno e da porcentagem de cobertura do Sol pela Lua:

Horários locais do eclipse nas capitais brasileiras

CidadeDuraçãoInícioPicoFim*Cobertura do Sol
Rio Branco1 hora e 56 minutos14h4815h4916h4332%
Porto Velho1 hora e 42 minutos15h5816h5217h4023%
Cuiabá1 hora e 24 minutos16h0116h5517h2533%
Manaus1 hora e 3 minutos16h2116h5317h245%
Porto Alegre15 minutos16h4817h3317h3657%
Florianópolis38 minutos16h5317h2817h3139%
Curitiba43 minutos16h5517h3517h3843%
Campo Grande1 hora e 14 minutos16h5617h5417h1047%
São Paulo32 minutos17h0017h2917h3126%
Rio de Janeiro16 minutos17h0317h1617h198%
Goiânia47 minutos17h0817h5317h5527%
Belo Horizonte20 minutos17h0817h2517h2811%
Brasilia40 minutos17h1117h4917h5122%
Palmas40 minutos17h2317h5818h039%

Fonte: Timeanddate.com

*Em algumas cidades, o horário de fim do eclipse é o mesmo do pôr do sol, mas o fenômeno segue até mais tarde, apesar de não ser mais visível à população.

Nos países vizinhos

No Chile, em La Serena, a fase total será às 17h39 (horário de Brasília) neste dia 2 de julho. Os eclipses totais do Sol, apesar de acontecerem com certa frequência no planeta, não acontecem nos mesmos lugares sempre. Por isso, os astrônomos dizem que provavelmente cada um dos moradores da Terra terá uma única chance de ver o fenômeno.

Este visível em 2 de julho não será um dos mais longos – em alguns casos, os eclipses solares podem chegar a 7 minutos de escuridão, mas, neste caso, ocorrerá em metade desse tempo. A faixa de terra com a versão total engloba parte do Chile e da Argentina.

Previsão de como será a visualização do eclipse no Observatório La Silla, no Chile — Foto: ESO
Previsão de como será a visualização do eclipse no Observatório La Silla, no Chile — Foto: ESO

Como assistir

Os eclipses solares, parciais ou totais, não podem ser assistidos a olho nu. É importante comprar um óculos especial. Não adianta: existe o risco de criar uma lesão permanente na visão. Já tentou olhar fixamente para o Sol na praia? Dói, e isso acontece porque os raios não fazem bem para os olhos.

Não vale usar: óculos escuros, chapa de raio X e filme de câmera fotográfica analógica. Os óculos especiais são vendidos pela internet. Outra opção é usar um vidro “lente de soldador”, com coloração 14, tipo encontrado em vidraçarias e com um valor abaixo de R$ 10.

Quem quiser ficar em casa, ou ver um pouco de como será no Chile e na Argentina, poderá acompanhar a cobertura em tempo real do G1.

Uma mulher testa óculos especiais para o eclipse solar total em Coquimbo, no Chile. — Foto: Rodrigo Garrido/Reuters
Uma mulher testa óculos especiais para o eclipse solar total em Coquimbo, no Chile. — Foto: Rodrigo Garrido/Reuters

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